Custos de sistemas de armazenamento de energia caem 53% no Brasil

Sistemas de baterias ganham força nos setores comercial, industrial e agronegócio ao passo que os preços podem cair outros 23% até 2030, segundo a Greener. Tempo de Leitura: 2 minutos.

O custo de sistemas de 500 kW/1.000 kWh caiu 53% entre 2020 e 2025. Os dados são da consultoria Greener que atribui esse comportamento à rápida expansão do mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS). Esse crescimento está justamente impulsionado por reduções de custos e crescente adoção em múltiplos setores. De acordo com a empresa, a tecnologia é economicamente viável para um número crescente de aplicações.

Segundo dados apresentados pela companhia. o mercado já ultrapassou 1 GWh de capacidade instalada até o primeiro trimestre de 2026. Contudo o pipeline de vendas e contratos cresce 36%, apenas neste ano. As projeções foram divulgadas durante o durante o Greener Summit, em São Paulo, nesta terça-feira, 21 de julho, e indicam redução adicional de preços de 23% até 2030, quando os valores devem se estabilizar.

O segmento comercial e industrial (C&I) tornou-se o grande destaque, saltando de apenas 7% de participação em 2024 para 32% em 2025. O segmento Indústrias é particularmente sensível a interrupções de energia, como a de injeção de plástico, que lideram a adoção.

Além disso, o setor agrícola representa uma das áreas mais promissoras. Há, aproximadamente, 34 mil pivôs centrais de irrigação do Brasil, concentrados no norte de Minas Gerais e extremo oeste da Bahia. Esses equipamentos enfrentam sérias limitações de capacidade de rede.

Múltiplas fontes de receita

Segundo o estudo da Greener, os sistemas de armazenamento demonstram versatilidade através do empilhamento de receitas, gerando valor de múltiplas aplicações simultaneamente. Entre elas, o backup, essencial em um país onde consumidores ficam em média nove horas por ano sem energia.

Além disso, a arbitragem tarifária, com carregamento em horários fora de ponta e descarga nos períodos de ponta, quando tarifas podem ser oito vezes maiores. O peak shaving, que evita multas por ultrapassagem de demanda que podem custar milhares mensalmente. E a melhoria na qualidade de energia e a redução do consumo de diesel.

Fonte: CanalEnergia