Maior parcela das restrições de geração foi por razão energética, seguida por confiabilidade e razões externas segundo levantamento da ePowerBay. Tempo de leitura de 2 minutos.
As perdas envolvendo curtailment em agosto atingiram 3,652 milhões de MWh, aumento de 36% em relação a julho de 2025. De acordo com os dados da ePowerBay, a maior parcela das restrições de geração foi por razão energética, somando mais de 2 milhões de MWh ou 55%. Já os cortes por confiabilidade e razões externas tiveram representatividade de 39% e 6% respectivamente.
A geração frustrada tem impactado muito os parques eólicos e solares desde meados de 2023. Os valores haviam diminuído em março e abril de 2025. No entanto, maio, junho, julho e agora agosto mostram a subida dos índices.
No levantamento acumulado desde 2021, o curtailment se aproxima de 26,21 milhões de MWh, crescendo em 16,2% no último mês. As perdas por confiabilidade ainda são as maiores, com 42%, mas a restrição por fator energético ENE são as que mais crescem e já são 41%. Enquanto as por razões externas, ressarcidas via Encargos de Serviços do Sistema (ESS), conferem 17%.
Ativos mais afetados
A maior parcela das restrições até o momento ocorreu nas subestações Açu III, João Câmara III, Monte Verde, todas no Rio Grande do Norte. E que sofreram com cortes maiores que 1,4 milhão de MWh. Os quatro empreendimentos possuem 26 conjuntos e 15 proprietários de parques. Já os conjuntos mais impactados até o momento foram: Janaúba, Serra do Mel B, Serra do Mel A, Monte Verde e Caju, com mais de 500 mil MWh.
Tomando como referência os conjuntos com maiores restrições percentuais, todos estão em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí. Estes se conectam em oito SEs: Barreiras II, J. Câmara III, T. do B. Velho, R. Gonçalves, B. Jesus da Lapa, C. N. do Piauí II, Hélio Valgas e Marangatu. Dessa forma, além de MG, RN, PI e Bahia, Ceará e Pernambuco é onde estão localizados os conjuntos com maior perda média no último mês.
FONTE: CANALENERGIA
